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Hebreus 5.1-10

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Hebreus 5.1-10

Mensagem por crscapixaba-admin em Ter Mar 20, 2012 10:20 am





Hebreus 5:1-10
20° Domingo após Pentecostes, 18.10.2009

Estimada comunidade!

O autor da carta aos Hebreus é um judeu cristão profundamente arraigado na fé dos judeus. A questão que o preocupa, junto com todos os cristãos de origem judaica, é: Como a fé em Jesus Cristo está relacionada com a minha fé tradicional? Esta lhe ensinou que, para chegar a Deus, o verdadeiro e justo, era necessário um mediador, alguém que fizesse o meio de campo entre a pessoa humana imperfeita e o Deus perfeito. Conforme a doutrina de fé judaica, este Mediador era o sumo sacerdote no templo de Jerusalém, instituído conforme a Lei de Moisés (Êxodo 19,1-37). Arão, convocado por Deus, tornou-se o primeiro sumo sacerdote, dando início à linhagem do sacerdócio levítico. Desde então, os sucessores de Arão uma vez por ano entravam no Santíssimo do Templo e ofereciam a Deus um animal em sacrifício pelos pecados do povo, e não só do povo, mas também pelos seus próprios. Assim restabeleciam a paz com Deus, por um ano apenas. O autor da carta aos Hebreus reconhece este sacerdócio levítico como de ordem divina. Mas como Jesus Cristo, o Filho de Deus, crucificado, morto e ressurreto, se enquadra nesta mediação entre as pessoas humanas e Deus? Há uma continuidade entre o sacerdócio levítico e Jesus Cristo? Ou há ruptura? Estas questões a carta aos Hebreus procura esclarecer.

Intrigante é o paralelismo entre Melquisedeque e Jesus Cristo. Você não sabe quem é Melquisedeque, caro ouvinte? Não se preocupe, poucos sabem, também entre os que vão ao culto todo domingo, pois é mencionado apenas duas vezes no AT. É o nome do rei de Salém, no tempo do patriarca Abraão (Gn 14,18). Não é só rei, mas também "sacerdote do Deus Altíssimo". Abraão estava voltando de uma escaramuça braba com os seqüestradores do seu sobrinho Ló. Conseguiu libertá-lo num ataque noturno. No caminho para casa, de manhã, Melquisedeque vem ao seu encontro e lhe oferece pão e vinho, e o abençoa. Abraão reconhece que o Deus Altíssimo, a quem Melquisedeque serve, é o mesmo que o mandou sair da sua pátria em busca da terra prometida e entrega-lhe o dízimo devido a Deus. Aceita, assim, a autoridade do sacerdote Melquisedeque que, aliás, não era do povo de Israel, pois o viu como ordenado por Deus. No salmo 110, v 4 este sacerdócio "segundo a ordem de Melquisedeque" é atribuído ao rei Davi. Davi era considerado sacerdote e rei, apesar de não ser da linhagem dos sacerdotes. Os judeus acreditavam, ainda, que o salmo 110 apontava para o futuro Messias, que seria descendente de Davi. Na teologia dos rabinos judeus do tempo de Jesus, e mesmo antes, sacerdote "segundo a ordem de Melquisedeque" significava um homem convocado para o sacerdócio diretamente por Deus, fora dos padrões e da linhagem do sacerdócio levítico oficial e sem o reconhecimento deste.

O autor da carta aos Hebreus usa este conceito do sacerdócio "segundo a ordem de Melquisedeque" na disputa com os judeus que combatiam a fé cristã. Estes diziam: Quem é este Jesus que vocês cristãos pregam como sendo o mediador entre os homens e Deus? Quem o instituiu? Quem lhe deu legitimidade? Descendente de Levi ele não era; não foi ordenado sacerdote. O Sinédrio, a máxima autoridade do templo em Jerusalém, nunca o reconheceu. De onde vem a sua autoridade? Como podem compará-lo ao sumo sacerdote residente no templo em Jerusalém, o único que tem autorização de entrar no Santo dos Santos e intermediar entre os homens e o Deus verdadeiro? Para responder a estes questionamentos, o autor da carta aos Hebreus desenvolve toda uma argumentação, da qual o nosso texto é uma parte. E nos capítulos seguintes ele demonstra com acuidade e clareza que Jesus é o verdadeiro sumo sacerdote e o único mediador entre as pessoas humanas e Deus.

Resumindo, expõe o seguinte: Arão, do qual descende todo o sacerdócio levítico, não foi o primeiro sacerdote do Deus verdadeiro. Antes dele Deus escolheu o Melquisedeque, a quem Abraão, o patriarca de todo o povo de Israel, reconheceu e se subordinou. Logo, o sacerdócio "segundo a ordem de Melquisedeque" é anterior e superior ao sacerdócio levítico. O sacerdócio de Jesus Cristo é da mesma ordem do de Melquisedeque, e este é uma prefiguração do Messias Jesus Cristo. Sendo da ordem de Melquisedeque, é superior e anterior a qualquer sumo sacerdotes da linhagem de Arão.

Como o autor da carta descreve este sumo sacerdote? Nos traços gerais segue a teologia do apóstolo Paulo. Jesus Cristo, existindo junto a Deus, foi enviado por Deus em forma humana para viver e sofrer junto às pessoas humanas, sem os atributos divinos que lhe eram próprios. Era em tudo pessoa humana, com dores e sentimentos como nós, sujeito à aflição do medo da morte, sofrendo ao ver-se abandonado por Deus. Foi feito sumo sacerdote por Deus, que o convocou dizendo: "Tu és o meu filho, eu hoje te gerei!" É encarregado de oferecer o sacrifício pelos pecados do povo. Qual o sacrifício que ele oferece? Deus o fez entender que tinha que ser a sua própria vida, que devia oferecer a si mesmo. Suplicou a Deus que o livrasse deste sacrifício, lá em Getsêmani, derramou lágrimas, suou sangue, mas termina sua oração: "Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua". (Lc 21,42; Mc 14,36; MT 26,39). Foi obediente até a morte.

O autor da carta aos Hebreus formula assim: "Ele, Jesus, nos dias da sua carne, tendo oferecido, com forte clamor e lágrimas, orações e súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, embora sendo Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem (v 7-9). Podemos estranhar que diz que foi ouvido por Deus por causa da sua piedade. E Deus o mandou à cruz mesmo assim? No entender do autor da carta aos Hebreus, Deus ouviu as súplicas e viu as lágrimas de Jesus e atendeu às suas orações, não livrando-o da morte, mas aperfeiçoando-o, para que pudesse enfrentar com dignidade e firmeza o sofrimento a que seria submetido. E sofrendo a morte na cruz em sacrifício pelos pecados de todas as pessoas humanas, oferece um sacrifício a Deus infinitamente maior que o oferecido no templo, um sacrifício que paga os pecados não apenas por um ano, mas por toda a eternidade, abrindo o caminho para Deus para toda a humanidade. Com o seu sacrifício torna-se o sumo sacerdote, o mediador tão perfeito, que o caminho para Deus está aberto para sempre. A mediação pelo seu sacrifício é tão completa, que nunca mais precisa ser repetida. O mediador perfeito é também o último. Não precisamos mais intermediário para chegar a Deus. Começou um novo tempo, em que não há mais sumo sacerdote, não há mais intermediários. Precisamos de fé, apenas, fé em Jesus Cristo.

Tudo isto que resumi em poucas palavras vamos descobrir, e muito mais, se continuamos o estudo da carta aos Hebreus até o fim. O que os ensinamentos da carta aos Hebreus podem ajudar-nos hoje? O nosso texto destaca o sofrimento e a obediência como constitutivos para o sacerdócio de Jesus Cristo. Ele torna-se sumo sacerdote porque é convocado por Deus, por obedecer a este e pelo sofrimento que o levou à morte na cruz. O caminho de Jesus - como bem relatam os evangelhos - é o caminho do sofrimento, o caminho da cruz. Não era um caminho de glórias e vitórias. No sofrimento Jesus aprendeu a obediência e foi aperfeiçoado para fazer uma obra perfeita. E assim "tornou-se o autor da salvação eterna para todos e todas que lhe obedecem." (v 9). Obedecer a Jesus significa segui-lo, fazer o que ele pede, fazer como ele faz. O cristão, a cristã devem saber que, seguindo a Jesus, vão passar por sofrimentos, causados por outros, mas também por eles mesmos.Vão aprender que nem sempre dá para endireitar o que está errado, vão acabar entendendo que é melhor sofrer que fazer injustiça, e que se pode agüentar isso sem ser abalado. E como Cristo vão aprender que Deus ouve o seu clamor, ouve as suas súplicas, também se atende a elas de maneira diferente do que pedimos, como fez com Jesus. Tendo fé, o sofrimento pode aperfeiçoar-nos.

Sabendo isto, fico preocupado com muita coisa que hoje acontece em algumas igrejas. Parece que o seu objetivo é produzir felicidade, vitórias espirituais e materiais, riqueza. Promessas de bem-estar são anunciadas, proclama-se que em Cristo tudo está resolvido. Fazem propaganda das "vitórias" alcançadas em seus cultos, dos "milagres" que fazem acontecer, do "poder" que transmitem aos crentes. Sofrimento e dor são considerados quase como defeito individual que atinge apenas os que não aproveitam a "força espiritual" de que a igreja dispõe. Quem está com Jesus Cristo, dizem, está sempre por cima. Os seus líderes dão a impressão de que têm acesso privilegiado a Deus, de que podem "exigir" e "obrigar" a Deus. Transformam-se em mediadores do divino, em sacerdotes como os que, segundo a carta aos Hebreus, foram abolidos pelo sacrifício do Filho de Deus. Creio que este é um alerta da carta aos Hebreus às igrejas e seus servidores: Na igreja cristã não há mais mediadores que fazem o meio de campo entre as pessoas e Deus. Há, sim, pastores e pregadores, pastoras e pregadoras, que proclamam a Boa Nova de Jesus Cristo; há professores e professoras que estudam e ensinam a Palavra de Deus; há diáconos e diáconas que com o seu serviço tornam palpável aos seus semelhantes o amor de Deus manifestado em Jesus Cristo.

Quem quer seguir a Jesus Cristo deve andar no caminho da obediência. E se ele está a serviço da pregação da Palavra, deve saber que nesta tarefa não vai conquistar glórias e riquezas, se ele é fiel ao sumo sacerdote Jesus Cristo. Não se tornará um senhor grande e poderoso, nem será honrado com insígnias e decorações. Se lhe oferecerem honrarias demais, deve perguntar-se, se ainda está no caminho de Jesus. Muitas vezes sentirá que está numa faina ingrata. Mas quando está desanimado, decepcionado, olhará "firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, que, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está agora sentado à destra de Deus" (Hb 12,2). E assim ganhará novas forças. Que Deus dê a todos nós esta graça!

Amém!



P. Gerd Uwe Kliewer
Palmeira, PR, Brasilien
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