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1 Tessalonicenses 3.9-13

Mensagem por crscapixaba-admin em Qua Nov 28, 2012 9:32 am



1 Tessalonicenses 3.9-13

Edson E. Streck

1º Domingo de Advento, 02.12.2012


Estimada Comunidade!
Nas
últimas décadas deixamos de cultivar vários hábitos que considerávamos
bons ou ótimos. Um deles é o hábito milenar de escrever cartas. Hoje
nossas "cartas" são mensagens curtas, que enviamos pela internet, pelo
telefone celular ou por outras mídias. Com rapidez elas chegam ao
destino. E informam o essencial. Via de regra são bem curtas, porque
temos muitas mensagens a enviar, porque queremos nos comunicar com
muitas pessoas e porque o tempo é limitadíssimo.
Algumas
décadas atrás, nem faz tanto tempo assim, nossas cartas eram
datilografadas ou as escrevíamos de próprio punho, caprichando na
caligrafia. Para os mais jovens talvez até seja necessário explicar o
que significa "datilografar" e "caligrafia". O que nos movia a escrever
cartas? Acima de tudo, o desejo e a necessidade de transmitir notícias.
Mas quantas cartas tiveram como seu real motivo a saudade! Quantas
cartas foram escritas, inclusive por nós, com a intenção maior ou única
de transmitirmos nosso afeto ou nosso amor por alguém!
A
saudade e o desejo de falar do seu amor foi um forte motivo que levou
também o apóstolo Paulo a escrever uma carta aos cristãos da cidade de
Tessalônica. Esta carta é o escrito mais antigo de todos os livros que
integram o Novo Testamento. Ela foi escrita antes da redação dos
Evangelhos. Uma passagem desta carta, escrita com saudade e com muito
amor, temos hoje à nossa frente.
Acrescento alguns
versículos ao texto recomendado. Passo a ler os versículos 17 a 19 do
capítulo 2 e os versículos 7 a 13 do capítulo 3.
(LEITURA DO TEXTO BÍBLICO)
Antes
de comentar o momento que o apóstolo Paulo vivia, quando escreveu esta
carta e antes de olhar detalhes deste texto, quero falar com vocês sobre
algo que, a meu ver, perpassa a vida de Paulo e sua relação com os
cristãos de Tessalônica. Refiro-me ao termo "contágio".
Quando
usamos o termo "contágio" geralmente o associamos a uma doença que se
transmite. Este, porém, não é seu único significado. O dicionário
esclarece que emoções, reações e afetos - de caráter positivo ou
negativo - podem ser contagiantes. Tanto o riso quanto o choro podem
contagiar. Nosso convívio com outras pessoas o comprova. O riso sincero e
abundante de uma criança, por exemplo, tem o poder de contagiar: se
irradia e passa para outras pessoas, a ponto de provocar nelas novos
risos, sinceros e abundantes. Lágrimas que brotam de um discurso
carregado de emoção também têm o poder de contagiar outras pessoas, a
ponto de provocar nelas novas lágrimas carregadas de emoção.
Em
sua vida, o apóstolo Paulo deixou-se contagiar e contagiou outras
pessoas. Antes de ser cristão, seu nome era Saulo. Era um fariseu.
Conhecia a fundo as Sagradas Escrituras. Era tão ferrenho defensor de
sua religião e estava tão convicto dos princípios da fé judaica, que
perseguia e prendia seus inimigos, inclusive os primeiros cristãos que
viviam na cidade de Jerusalém. O livro dos Atos dos Apóstolos escreve
que Saulo "procurava acabar com a Igreja ... Ia de casa em casa,
arrastava a homens e mulheres e os jogava nas cadeias" (Atos 8.3).
Num
determinado dia, quando se dirigia a Damasco para prender mais
cristãos, teve um momento de conversão. Conversão acontece quando a vida
da gente toma um rumo totalmente diferente da vida que levamos. Uma
forte luz brilhou em volta de Saulo. Ele caiu do cavalo e ouviu a
pergunta: "Saulo, por que me persegues?" Ao perguntar quem estava
falando, ele ouviu a mesma voz lhe responder: "Eu sou Jesus, a quem tu
persegues!" E a mesma voz lhe deu a ordem de que ele entrasse na cidade.
Nela, lhe diriam o que ele deveria fazer.
Saulo
foi contagiado por Jesus. A tal ponto, de ele se tornar outra pessoa.
Adotou inclusive outro nome: Paulo. Contagiado por Cristo, passou a
contagiar outras pessoas com sua fé, seu testemunho e seu novo estilo de
vida. Insistiu na necessidade de a mensagem de Cristo sair dos muros de
Jerusalém e ultrapassar fronteiras: geográficas e culturais. Ia de
cidade a cidade, pregando o Evangelho, a boa notícia de que Jesus Cristo
é o Messias, o Filho de Deus, o Salvador da humanidade.
Contagiadas
por sua pregação, muitas pessoas se tornaram cristãs. Passaram a viver
em comunidade. E assim contagiaram, também elas - com sua fé, com seu
testemunho e seu estilo de vida - outras pessoas. Em muitos lugares
Paulo foi bem acolhido. Em outros, inicialmente ignorado. Em vários,
rejeitado e expulso. Porque também o ódio é contagiante. Pessoas que não
aceitaram a pregação de Paulo, que por ele se sentiram prejudicadas em
seus negócios ou ameaçadas em sua profissão de fé, conseguiram contagiar
outras pessoas, a ponto de Paulo ser perseguido, açoitado, preso e
ameaçado de morte. De muitos lugares teve que fugir, para sobreviver.
Inclusive de Tessalônica.
O amor que Paulo sente
pela comunidade de Tessalônica tem início num sonho, numa visão. Quando
se encontra na cidade portuária de Trôade - ali apenas uma faixa de mar
dividia a Ásia da Europa! - num sonho, o apóstolo Paulo ouve o pedido de
um homem: "Vem para a Macedônia! Vem socorrer-nos!" Acolhendo este
sonho como um chamado e uma ordem de Deus, Paulo e alguns irmãos na fé
se dirigem à cidade de Tessalônica, capital da Macedônia. Lá anunciam
que Jesus é o Messias. Sua pregação é contagiante: e assim forma-se uma
comunidade cristã. O exemplo de fé desta jovem comunidade é contagiante:
e os leva a um convívio fraterno. Os atos de amor que brotam da fé
desta comunidade é contagiante: e se irradiam na própria comunidade e,
por intermédio dela, na sociedade.
O ódio de
líderes judeus, por sua vez, também contagia outras pessoas: e passam a
perseguir Paulo que se vê forçado a fugir. Foge para outras cidades,
inclusive para Atenas, onde continua a contagiar pessoas com sua
pregação. À distância, a saudade que Paulo sente também é contagiante: e
ele deseja retornar em breve para conviver com seus irmãos na fé. As
boas notícias que Paulo recebe a respeito da comunidade são
contagiantes: e o levam a agradecer a Deus, porque Deus revela seu poder
através de pessoas tão frágeis como ele.
A
saudade e o amor que sente por esta comunidade levam Paulo a lhes
escrever uma carta. Vejam com que sinceridade ele fala desta saudade:
"Irmãos, quando nos separamos de vocês por algum tempo, como sentimos
saudades!" (2.17). Do tempo em que viveram juntos e do testemunho que
estes irmãos na fé dão, Paulo tira motivação para sua vida e missão.
Deixa-se contagiar. "Vocês e ninguém mais são de modo especial a nossa
esperança, a nossa alegria e o nosso motivo de satisfação pela vitória,
diante do nosso Senhor Jesus, quando ele vier" (2.19).
Sua
gratidão é de fato dirigida a Deus. Porque a missão não é de quem
prega, mas é de Deus. Deus é quem chama, capacita, contagia e move
pessoas para uma vida de fé. Deus é quem cria e edifica comunidade, por
intermédio de pessoas que ele contagia com o seu amor. À distância,
embalado pela saudade e pelas boas notícias, Paulo não só agradece a
Deus, como se dirige a ele em oração. Longe e perto, a oração pelas
pessoas que amamos é contagiante. Opera milagres.
Enquanto
não se revêem, Paulo lhes envia um desejo, que expressa muito bem o que
significa ser uma comunidade cristã. "Que o Senhor faça crescer cada
vez mais o amor que vocês têm uns pelos outros e por todos. Que esse
amor se torne tão grande como o nosso amor por vocês" (3. 12). Deus é
quem faz com que nossa fé seja ativa no amor. O amor que Paulo demonstra
é contagiante. O amor que eles têm entre si é contagiante. O amor que
eles demonstram por outras pessoas é tão contagiante que desperta em
muita gente o desejo de participar desta comunidade.

muitos aspectos na vida do apóstolo Paulo, na sua relação com a
comunidade de Tessalônica e neste texto bíblico que lemos, que nos levam
a refletir e - queira Deus - a agir neste novo ano do calendário
cristão, que tem início hoje, com o 1º Domingo de Advento. Enumero
algumas questões que este texto e seu contexto colocam em nossa vida,
tanto pessoal como comunitária. Talvez elas nos inquietem e contagiem.
Deus
vem a nós, na pessoa de Jesus. Preparar-se para receber este Evangelho e
viver de acordo com ele - esta é a mensagem que se repete a cada
Advento. Também hoje.
Deus vem a nós, em Jesus!
Esta mensagem chegou a Saulo e o contagiou. Esta mensagem mudou
radicalmente a vida dele. O Saulo que perseguia movido pela fé, passou a
ser o Paulo perseguido por causa de sua fé.
De
muitas formas e maneiras, Deus tenta nos comunicar esta mesma mensagem. E
insiste em fazê-lo. Muitas pessoas já "caíram do cavalo" - como
aconteceu com Saulo - e ouviram, muitas vezes pelo caminho da dor, que
Deus está conosco e nos convida para adotar um outro estilo de vida, bem
diferente daquele que levamos. Podemos ouvir sua voz também pelo
caminho do amor!
"Vem a nós e socorre-nos!" Este
foi o sonho que Paulo aceitou como sendo uma mensagem que Deus dirigia a
ele. Ele fez deste sonho um chamado de Deus e o seguiu, de imediato.
Também nós temos sonhos, fazemos planos e seguimos orientações.
Geralmente construímos os planos para nossa vida pessoal e comunitária
com base nos nossos próprios sonhos e desejos. O texto do Evangelho,
lido neste fim de semana, fala da finitude da vida e nos convida a
refletir. A vida passa, o mundo passará. Mas a Palavra de Deus
permanecerá. Então: são, os nossos sonhos que nos movem, os sonhos que
Deus tem para nós? Ou são eles sonhos passageiros, que logo evaporam?
No
Novo Testamento há diversas descrições de vidas comunitárias. Algumas
comunidades são mornas, escreve o autor do livro de Apocalipse. A
Comunidade de Tessalônica, segundo Paulo, é contagiante em sua forma de
viver a fé. Traduz sua fé em gestos de amor. Como descrevemos e sentimos
e ajudamos a construir a nossa vida em comunidade? Ela é tão
contagiante, a ponto de provocar saudades nas pessoas que estão
distantes? Ela é tão contagiante, a ponto de provocar saudades nas
pessoas que estão presentes em relação a quem não pode vir a um
encontro?
Que saibamos identificar os sonhos que Deus tem para nós e permitir que eles nos contagiem!
Que a partir dos sonhos que Deus tem para nós, possamos ir ao encontro de pessoas que nos chamam e anseiam por nossa ação!
Que
a ação amorosa que brota de nossa fé contagie outras pessoas a ponto de
elas também passarem a testemunhar, em palavra e ação, o quanto Deus é
amoroso e poderoso!
Que nosso exemplo de fé seja tão contagiante a ponto de outras pessoas desejarem viver conosco em comunidade!
Que nossa vida em comunidade seja tão contagiante, que nos leve a ter saudades uns dos outros, quando estamos distantes!
Que
nossa ação na sociedade seja tão contagiante, a ponto de outras pessoas
perceberem que a fé que nos move faz uma grande diferença em suas
vidas!
Amém.


P. Edson E. Streck
São Leopoldo, RS, Brasil
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