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João 21.1-14 - pregação - ressurreição

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João 21.1-14 - pregação - ressurreição

Mensagem por crscapixaba-admin em Qua Abr 27, 2011 9:15 am






João 21:1-14, Gottfried Brakemeier


3° Domingo da Páscoa , 18.04.2010
Prezada comunidade!
Sete discípulos de Jesus estão reunidos à beira do Mar da Galiléia. Já faz dias que Jesus, crucificado, morto e sepultado, lhes havia aparecido vivo. Entrementes eles haviam se deslocado de Jerusalém à Galiléia, onde a maioria deles estava em casa e que era a região da atuação de seu mestre. Pelo que tudo indica os discípulos estão abatidos. Ainda não se recuperaram do impacto da sexta-feira santa. A morte de Jesus os havia lançado em profunda crise. E agora, o que fazer? Voltar para casa e recomeçar sua vida anterior de pescadores? É verdade que eles são testemunhas da Páscoa. Jesus não permaneceu na morte, a sepultura se abriu e Jesus ressurgiu. Mas isto já faz algum tempo. Onde está Jesus agora? Os discípulos continuam confusos. Não sabem como levar a vida adiante. O Pentecostes ainda não aconteceu. Por isto nós os vemos desanimados no Mar da Galiléia. Eles voltam a lançar as redes para pescar e ter alguma coisa para comer.
Mas o mar não estava para a pesca. Diz o evangelista João que naquela noite nada apanharam. Voltaram com as redes vazias. Mais um motivo para desanimar. E, no entanto, a história toma um outro rumo quando encostam seus barcos na praia e vêem lá um homem parado. Era Jesus. Mas os discípulos não o reconheceram. Este estranho lhes pede alguma coisa para comer, ao que eles devem confessar que nada têm para oferecer. Então, por ordem daquele homem eles lançam suas redes mais uma vez. E agora, sim, a pesca valeu a pena. Os discípulos pegaram cento e cinqüenta e três grandes peixes, um milagre! Ainda hoje não se descobriu o simbolismo daquele número. De qualquer maneira, nesse resultado fantástico os discípulos percebem que aquele homem que os mandara pescar novamente era Jesus. João introduz este trecho, dizendo: "Depois disto Jesus apareceu outra vez a seus discípulos." Estes voltam a se encontrar com o ressuscitado.
Se alguém me perguntasse, qual o título que eu daria a este texto, eu diria: "A Páscoa continua". Ela não se limita àquelas primeiras aparições no primeiro dia da semana depois da sexta-feira santa. A vida de Jesus se manifesta sempre de novo e de muitas maneiras. Os discípulos perguntam: Onde está Jesus agora? Nós o vimos. Sim! Mas depois sumiu. Não, diz este texto. De jeito nenhum! Ele não sumiu. Ele continua a se manifestar. Pode ser que vocês não o reconhecem à primeira vista. Vocês têm que treinar seus olhos. Mas Jesus está aí. Ele socorre sua gente, faz milagres, dá ânimo para enfrentar a vida. Lancem as redes, cada um à sua maneira. E vocês vão ver que não será em vão. A Páscoa continua.
Como? Nós na Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil celebramos hoje o dia nacional da diaconia. Estarei errado quando comparo a diaconia com o lançar das redes dos discípulos? "Joguem a rede do lado direito do barco, que vocês acharão peixe! - disse Jesus." E acharam tanto que quase não conseguiam puxar a rede para dentro do barco. Assim acontece com a diaconia. Jesus envia a sua comunidade a servir às pessoas necessitadas. Contou a parábola do bom samaritano que cuidou de uma pessoa assaltada, ferida, jogada na sarjeta. Temos aí um impressionante exemplo de caridade. O verdadeiro bom samaritano, porém, é Jesus, ele mesmo. Curou doentes, saciou famintos, libertou gente oprimida. Veio não para ser servido, e, sim, para servir e dar a sua vida em favor dos outros. Jesus espera da sua comunidade que se esforce por andar nas suas pegadas. Quer que ela ajude a aliviar dores, a combater o que faz as pessoas sofrer, a devolver a alegria a quem está triste. Pessoa grande é a que serve aos outros, disse ele. Nós nos engajamos na diaconia porque é isto o que ele nos manda fazer e é isto o que eu chamo lançar as redes.
Vou traçar mais outro paralelo. Os discípulos reconhecem Jesus no resultado da pesca. De repente estava aí ele, Jesus. Ele os havia abençoado com tamanha quantidade de peixe. Lançar as redes não significa mergulhar em qualquer atividade. Ativismo não é necessariamente um sinal de Páscoa. Importa que seja uma atividade "ordenada" por Jesus, a exemplo da diaconia. Nós poderíamos listar outras atividades semelhantes. Penso no testemunho do evangelho, na construção da paz, na reconciliação com Deus e com outras pessoas, na ampliação dos espaços para a fé, o amor e a esperança. Sempre que nos engajamos em favor do reino de Deus neste mundo estaremos lançando as redes por ordem de Jesus. E sempre teremos a promessa de colher bênção. Estaremos trabalhando em favor de uma boa causa. Então veremos que o desânimo desaparece e a coragem retorna.
E não só isto. Jesus mesmo vai tornar-se visível através deste lançar das redes. Nós não temos estatísticas. Mas sei que muitas pessoas reencontraram Deus através da diaconia cristã. De repente Jesus aparece por detrás da atividade de seus seguidores e de suas seguidoras. Pois foi ele que inspirou a boa ação. Quando as pessoas experimentam amor costumam perguntar pela fonte. Por que vocês fazem isto? A diaconia é uma das grandes forças da missão de Deus. O amor conduz à fé e dá motivos para a esperança. Assim como os discípulos naquela vez, às margens do Mar da Galiléia, descobriram Jesus por detrás da ordem de mais uma vez lançar as redes, assim acontece também hoje. Jesus usa a ação de seus discípulos para se revelar. A Páscoa volta a se manifestar. Ela continua.
Algo semelhante ocorre com a santa ceia. A continuação da história dessa pesca é altamente interessante. Quando os discípulos saem do barco enxergam uma pequena fogueira com peixes em cima das brasas. E também havia pão. Jesus havia preparado tudo. Pede ainda que sejam trazidos alguns dos peixes recém pescados para depois convidar os discípulos: "Venham comer." Trata-se de uma clara alusão à santa ceia. Falta o vinho, é verdade. Em lugar dele Jesus oferece peixe. Mas no mais são fortes as afinidades. Jesus é o hospedeiro que, com suas dádivas, alimenta a comunidade. Novamente permanece certo mistério. Os discípulos sabem que é Jesus, embora não tenham a coragem de perguntar pela sua identidade. Eles o reconhecem no gesto da distribuição do pão e dos peixes. E certamente terão sido gratos por mais esta manifestação do Cristo ressuscitado.
Então, Jesus sumiu? Porventura, ele teria se revelado no primeiro dia da semana para logo mais abandonar seus seguidores e suas seguidoras? Não é este o caso. A Páscoa continua. Certamente Jesus já não aparece assim como apareceu no primeiro dia. As aparições pascais tiveram o seu tempo. Não se repetiram em épocas posteriores. Mesmo assim, Jesus sempre de novo dá demonstrações de sua vida. O texto para a prédica de hoje o assegura. Pode haver períodos de baixo astral das pessoas cristãs. Gostariam de ter sinais mais concretos da ressurreição de Jesus. Às vezes a sexta-feira santa parece falar mais alto do que a Páscoa. As adversidades da vida ameaçam sufocar a fé. Jesus Cristo, onde estás? Mas então importa lançar as redes assim como ele quis e celebrar a santa ceia. E ele vai manifestar-se de novo, assim como se revelou aos discípulos no Mar da Galiléia.
Amém!


P. Gottfried Brakemeier
Nova Petrópolis, RS, Brasil
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