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Mateus 28.1-10 - prédica para Páscoa - ressurreição de Jesus

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Mateus 28.1-10 - prédica para Páscoa - ressurreição de Jesus

Mensagem por crscapixaba-admin em Ter Abr 19, 2011 6:10 pm



Veja o comentário de cada versiculo de Mateus 28, aqui:
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Mateus 28:1-10
Edson R. Scherdien

Domingo da Páscoa, 24.04.2011
Prezada comunidade!


O que os fatos testemunhados pelas mulheres discípulas de Jesus, na manhã da ressurreição de Nosso Senhor, e narrados segundo o evangelista Mateus nos podem ensinar?

Vejamos em primeiro lugar alguns fatos e personagens. Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago e de José, foram ao sepulcro de Jesus no findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana (v.1). Não sabemos se também tinham a intenção de embalsamar o cadáver de Jesus, como detalha o evangelista Marcos. Ao chegar, elas se tornam testemunhas do acontecimento mais importante da história, relatado por Mateus com algumas peculiaridades bem interessantes.

Um anjo do Senhor desce do céu e provoca um grande terremoto. O anjo remove a pedra do sepulcro e assenta-se sobre ela (v.2). A aparência de suas vestes brancas e o aspecto ofuscante de um relâmpago indica origem divina. Muitos relatos bíblicos de teofanias mencionam terremotos, o que aponta para a transcendência irrompendo na imanência. Os guardas que fazem a segurança do sepulcro tremem espavoridos e ficam como se estivessem mortos (v.4). Dirigindo-se às mulheres, o anjo as acalma e anuncia-lhes a ressurreição do Senhor (v.5 e 6). Envia as mulheres aos discípulos para que as instruam a ir até a Galiléia, onde veriam Jesus Ressurreto (v.7). Num misto de medo e alegria elas correm para contar aos discípulos este anúncio (v.8). Mas antes de irem adiante Jesus vem ao encontro delas, saudando-as. Elas abraçam-lhe os pés e o adoram (v.9). Jesus, assim como o anjo, diz a elas para que não temessem e que fossem avisar os discípulos para dirigir-se à Galiléia, onde o veriam (v.10).

O anúncio do anjo é o centro da perícope (v.6). Ele interpreta o sucedido. Não há motivo para temor. Jesus ressuscitou como havia dito. Sua promessa se cumpriu (16.21). A morte não conseguiu segurá-lo. No túmulo, ele não está. O anjo até convida as mulheres para verificá-lo. Elas buscam Jesus, o crucificado, mas se defrontam com a notícia de sua ressurreição. E mais: Elas recebem a incumbência de anunciar isso aos demais discípulos. O próprio Jesus irá à frente de seus seguidores para encontrá-los na Galiléia. As mulheres tornam-se mensageiras da Páscoa.

Mateus e Marcos apontam a Galiléia como local de encontro entre Jesus Ressuscitado e os discípulos. Conforme Lucas e João, ele se deu em Jerusalém. Não vemos aqui uma contradição, sendo possíveis aparições em ambos os locais. De outra forma não se explica as duas tradições. O capítulo 21 do Evangelho de João também aponta a Galiléia como local deste futuro encontro.

Diferente do que se lê em Marcos (16.8), Mateus relata que as mulheres obedecem à ordem do anjo (28.8-10). Ao medo - que ainda as possuía - acrescenta-se a alegria. Elas percebem que algo novo havia acontecido e correm para informar os discípulos. Essa novidade, no encontro com o próprio Jesus, se torna concreta e visível. Não é a Pedro - líder dos discípulos - nem a algum outro apóstolo a quem o Cristo Ressurreto aparece primeiro, e sim às mulheres. Desse modo, as mulheres tornam-se testemunhas não só com os olhos, mas também com o tato.

O "contato" com o corpo de Jesus atesta a realidade da ressurreição. Não é um fantasma que lhes aparece. E então Jesus fala. Ele repete e confirma as palavras do anjo. Diz não haver motivos para o medo e ordena que avisem "seus irmãos", aqueles que o haviam abandonado na hora da sua morte. Existe paralelismo também com Romanos 8.29, onde Jesus Cristo é apregoado como sendo o primogênito entre muitos irmãos. De qualquer maneira, "os irmãos" devem ser entendidos no sentido de pessoas achegadas a Jesus, discípulos, portanto. A perícope encerra com a promessa de que o verão na Galiléia, onde ele iniciou seu ministério.

Outro fato muito interessante é que no versículo 5 o anjo responde às mulheres, sem que elas tivessem feito qualquer pergunta. Como entender isto? A palavra grega empregada é: apokriteis (responder). Esta palavra deve ser lida aqui no sentido de "começar a falar em resposta e em referencia a palavras ou atos passados". Parece que as mulheres não verbalizaram nenhuma pergunta nem demonstraram qualquer atitude, senão espanto. O anjo antecipa uma resposta antes de qualquer pergunta formulada. Deduzimos que o anjo respondeu às angústias "do coração" apontando para o fato de que o Deus transcendente não apenas irrompe para dentro da realidade e do mundo imanente, mas para dentro da realidade interior, oculta, dos sentimentos, da alma do ser humano e responde as questões que se ocultam nas profundezas.

Precisamos observar ainda que, a partir do texto temos dois personagens interessantes que nos apontam para um fato decisivo: as mulheres e os guardas. Enquanto as mulheres buscam ver Jesus os guardas o escondem (guardam sob proteção de armas), indiferentes a quem tenha sido este morto. Os guardas representam a instituição que decidiu pela execução de Jesus e mais tarde são protagonistas de uma armação que pretenderia ocultar e distorcer estes fatos, negando a ressurreição de Cristo (v.11-15). No cenário da ressurreição de Jesus encontramos os que o buscam e os que o rejeitam. Os que crêem e os que, indiferentemente, não crêem. Ali temos os que vêem com os olhos da esperança e os que vêem com os olhos do medo. Para estas mulheres seguidoras de Jesus anunciou-se a ressurreição. E pelo mesmo anjo portador do anúncio da ressurreição os guardas sucumbiram espavoridos e ficaram como se estivessem mortos. Vida para elas, morte para eles. Esta é diferença para quem crê e para quem nada espera. No sinal da ressurreição de Jesus se decide salvação e condenação.

É significativo que nenhum dos evangelhos termina com narrativas da crucificação ou dos acontecimentos em torno do túmulo contendo o corpo morto de Jesus. Eles vão além e narram os fatos da ressurreição, do encontro do Cristo Ressurreto com seus discípulos, da promessa da descida do Espírito Santo, do envio missionário (Grande Comissão) e da sua ascensão. Páscoa conectada ao evento de Pentecostes é o acontecimento fundante da cristandade. Jesus crucificado, morto e sepultado, aparece vivo a uns poucos discípulos e, posteriormente, a um grupo relativamente grande (cerca de 500 pessoas, cf. 1 Co 15.6). Sua despedida deles abre a contagem regressiva para a vinda do Consolador (Jo 16.7), que lhes daria o "poder para serem suas testemunhas" (At 1.8).

A sexta-feira da crucificação não colocou o ponto final. Deus ainda confirmaria a palavra e a ação de Jesus, ressuscitando-o dos mortos. Sem a Páscoa não haveria testemunho a ser compartilhado nem igreja cristã. Possivelmente não haveria muitas lembranças de Jesus de Nazaré. A morte teria aniquilado toda a esperança e condenado Jesus de Nazaré ao esquecimento. A fé cristã vive da notícia da Páscoa (1 Co 15.14). Essa notícia, porém, chega a nós em surpreendente variedade. Os relatos dos evangelistas divergem numa série de detalhes, pois se baseiam em testemunhos de experiências pessoais e coletivas. No essencial, porém, há consenso.

A fé pascal tem sua origem no encontro com o Jesus morto ressuscitado. Não foi a simples visão do túmulo vazio visto pelas mulheres que despertou esta fé. Foi a visão do Cristo Ressuscitado! Jesus mesmo convenceu as testemunhas comprovando que estava vivo. Ele ressuscitou para destruir a morte, o pecado e o diabo para sempre. A onipotência da morte foi quebrada. É isso o que os evangelistas transmitem cada qual à sua maneira, e, todavia, unânimes.

Na cruz do calvário é solucionada a questão da culpa do ser humano diante de Deus. Por isso, simbolicamente o cenário da cruz está repleto de escuridão, de lágrimas, e de sangue derramado. A ressurreição, por sua vez, é o começo da nova criação e a virada da história. Por isso, seu cenário se compõe simbolicamente do alvorecer, da luz, do júbilo, que vence o temor. A ressurreição leva o ser humano à esperança escatológica, futura. Ela supera o raso consolo que vemos nos velórios humanos expresso em frases como: "Morreu... Descansou". Não é a morte que traz descanso, e sim o Cristo Ressurreto. Ou ainda: "Morreu e agora está nas mãos de Deus". Esta última frase não está de todo errada, mas, no mínimo, incompleta. Falta ainda acrescentar o que Lutero escreveu: "Deus tem duas mãos: uma é a mão da graça e outra é a mão do juízo". Em qual destas mãos repousa o falecido? Qual é a sua esperança? Em que estado fica: aliviado e encorajado pelo Mensageiro do Senhor ou "espavorido, como se estivesse morto"? Que Deus nos acolha em sua graça.

Amém!



P. Edson R. Scherdien
Palhoça, Santa Catarina - Brasil
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