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Romanos 4.1-5,13-17 -1º

Mensagem por crscapixaba-admin em Sex Mar 25, 2011 4:56 pm







Romanos 4:1-5, 13-17

Gottfried Brakemeier
2º Domingo na Quaresma , 20.03.2011



Prezada comunidade!
Em janeiro desse ano uma chuva torrencial derreteu os morros na região serrana do Rio de Janeiro e provocou deslizamentos nunca imaginados. Foi pavoroso o saldo de mortos e o enorme o estrago material e ambiental. Também comunidades luteranas foram afetadas por aquilo que tem sido o maior desastre climático até então ocorrido no Brasil. Há poucos dias nos chega a notícia de uma devastadora enchente no Rio Grande do Sul, na região de São Lourenço, onde a água levou estradas, lavouras, casas, pessoas. Mais uma vez a natureza veio com força brutal para arrasar o que seres humanos tinham construído. E como não bastasse somos testemunhas agora de um terrível terremoto seguido de "tsunami" no Japão, cujas extensões parecem exceder tudo o que de catastrófico se pode imaginar. Um reator nuclear danificado espalha radioatividade afugentando a população e infestando o ambiente. Ainda não podem ser avaliados os prejuízos causados por este terremoto, tanto para o Japão e as áreas adjacentes, quanto para a humanidade em seu todo. Estaremos vivendo em épocas apocalípticas?
A impressão recebe reforço pelas demais calamidades que se abateram sobre nosso planeta em tempos recentes. De acordo com um estudo das Nações Unidas (ONU), elas se acumularam no ano de 2010, atingindo índices sem precedentes. Incêndios florestais, inundações, terremotos, irrupção de vulcões, vendavais, ciclones ceifaram no mínimo trezentas mil vidas humanas e provocaram incalculáveis danos às lavouras e à produção de alimentos. Soma-se à violência da natureza a do ser humano que julga necessário investir em armas e fazer guerra, seja lá fora no Afeganistão, na Líbia, seja em nossas próprias cidades através de gangues e do crime organizado. O planeta "terra" será que ele ainda é um lugar seguro? Ou deveremos viver em permanente medo?
Diante do tamanho dos desastres estamos tentados a perguntar: "Deus! Como tu podes permitir tudo isto? Olha o sofrimento das pessoas que perderam tudo, às vezes os próprios familiares, que não sabem onde morar, que foram feridas em corpo e alma, e que já não mais enxergam futuro. Como podes ser tão cruel? Por acaso, não tens poder suficiente para impedir o infortúnio e poupar pelo menos as pessoas inocentes?" Sim, a desgraça pode abalar a nossa fé. Como falar de um Deus bondoso, misericordioso em vista de tanto horror? Verdade é que seria injusto atribuir a responsabilidade pelos desastres unicamente a Deus. Na maioria das vezes o ser humano carrega sua parcela de culpa. Ele constrói casas em lugares impróprios, ele corta os restos da mata nativa, ele polui a atmosfera e provoca o efeito estufa. É longo o catálogo dos pecados humanos, entre eles a leviandade no manejo da energia nuclear. Nem sempre é Deus quem está na origem dos problemas. Quem acusa Deus pode estar desculpando-se a si mesmo. E, no entanto, empurrar ao ser humano a autoria exclusiva dos males seria injusto também. Terremotos acontecem sem interferência humana. Meu Deus, por quê?
Texto. Permito-me dirigir a atenção ao texto previsto para a prédica de hoje. Ele fala de Abraão. Nós o conhecemos como o homem da fé. Paulo recorre a este personagem bíblico para mostrar que o ser humano é justificado por fé e não por obras da lei. Ele cita a passagem do livro de Gênesis, capítulo 15, versículo 6 onde lemos: "Abraão creu em Deus, e isto lhe foi imputado para justiça." Em vez de "imputado" podemos dizer "contabilizado". A fé é como um saldo na conta do ser humano com Deus. E este saldo salva. Deus acolhe a pessoa que crê - não aquela que se gloria das suas obras, de sua produção religiosa, de seus sucessos e de suas proezas. Como sabemos, a justificação por graça e fé é o artigo fundamental do luteranismo, sim do protestantismo em seu todo. Não se pode entender salvação sem o recurso à fé. Sem ela não há salvação. Mas o que significa crer e o que isso tem a ver com as calamidades que nos assustam?
Ora, também Abraão era uma pessoa assustada. Evidentemente, os motivos não eram os nossos. Eram outros. Abraão não tinha filho. Iria morrer sem deixar herdeiro. Isto apesar de ter a promessa de vir a ser "pai de muitas nações". Mas os anos iam passando, ele e sua esposa Sara iam envelhecendo, o futuro parecia bloqueado. É possível que a nós a angústia de Abraão pareça fútil. Mas naquela época o sentimento era outro. Morrer sem filhos era vexame. O que salvou Abraão foi a sua fé. Diz neste texto da carta aos Romanos que Abraão creu no Deus "que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem." Em outros termos, ele confiou em Deus acima de todas as coisas. Cumpriu o primeiro mandamento. Abraão acreditou que Deus fosse capaz de fazer o impossível. Mesmo em situação desesperadora não se rendeu. E é desta fé, desta confiança que Deus se agrada.
Fé assim é nada fácil. Eu penso que também Abraão deve ter perguntado: Por que justamente eu e Sara? Existem tantos casais felizes com filhos, menos nós. Assim como Jó, Abraão terá perguntado pelas causas de seu sofrimento. É a pergunta mais comum até hoje. Com que mereci isto? Existe uma explicação para a nossa desgraça? A ciência diz que sim. Terremotos surgem quando duas ou mais plataformas continentais se chocam e provocam tremores de terra. Enchentes se formam quando massas de nuvens carregadas se concentram em determinada área e começam a despejar a umidade. Chuva de granizo tem sua origem no choque térmico entre uma massa quente e outra fria. Não preciso entrar em detalhes. Não faltam as explicações para os fenômenos extraordinários. Mas no fundo elas não ajudam. Por que sou justamente eu a pessoa atingida, enquanto outras são poupadas? Nenhuma explicação científica é capaz de consolar gente atingida por catástrofes e duros golpes. Também Abraão não tinha explicação para a sua situação. Mesmo assim ele creu.
É evidente que acidentes exigem a apuração das responsabilidades. Se houve falha humana, ela deve ser identificada e punida. Importa evitar a repetição. Entretanto, existem limites para os inquéritos policiais. As causas dos desastres podem ser múltiplas e fugir de uma definição precisa. Frente ao desastre deparamos não raro com um enigma. Desconhecemos os planos de Deus. Ficamos mudos, perplexos, sem resposta. Podemos, isto sim, compartilhar a dor das vítimas. Mas qualquer tentativa de explicação racional não vai surtir efeito. Se nós pertencermos às vítimas, vamos levar tempo para nos recuperar do golpe. Há coisas que nós não entendemos e que por isto também não devemos tentar explicar. Muito mais importante é a demonstração de solidariedade. É o que os recentes desastres voltaram a comprovar. O melhor remédio para a dor é o amor, são as doações, o socorro prestado no local, é a proximidade humana, a intercessão. Solidariedade humana certamente não faz o desastre desaparecer, mas ela é poderosa ajuda. Sob essa perspectiva as calamidades são oportunidades para a aprendizagem da assistência mútua e da demonstração do amor ao próximo.
Ao mesmo tempo elas nos ensinam a necessidade da fé. As anormalidades climáticas, as enchentes de um lado e as secas de outro; as ondas gigantes provocadas pelos abalos sísmicos no fundo do mar; a lava incandescente de vulcões que depois de decênios e séculos voltaram à atividade; o sensível equilíbrio ecológico, tudo isto e muito mais demonstram a extrema fragilidade de nosso planeta. É o que vale não somente para o planeta azul em nosso sistema solar. Vale também para a vida humana em particular. Que somos nós, seres humanos, no universo criado por Deus? Nossa vida é frágil, passageira, exposta inúmeras ameaças. Devemos tentar minimizá-las, sem dúvida alguma, empenhando-nos em prevenção, e, se for o caso, em terapia. Mas jamais conseguiremos neutralizá-las. Não temos alternativas a não ser conviver com as nossas limitações, com o perigo, com a fragilidade.
E, todavia, de modo algum estamos condenados ao permanente medo, ao desespero, à morte. Abraão nos encoraja a invocar o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem. Ele aponta para o Deus que criou o universo e que do nada fez surgir a vida. Este Deus poderá ser âncora nos "tsunamis" da nossa vida, segurando-nos e não nos soltando jamais. Ele é capaz de nos reerguer se estivermos no chão. Ele nos "justifica", amparando-nos na dor e ressuscitando-nos do cativeiro de nossas angústias. Disto é demonstração viva a ressurreição do Cristo crucificado. Ele que se sentiu desamparado por Deus em sua agonia não deixou de clamar a ele. E o milagre aconteceu: À cruz seguiu a Páscoa. Também Abraão teve a sua esperança cumprida. Nasceu-lhe o filho Isaque. Deus pode fazer-nos passar pelo inferno. Mas ele também dele nos pode resgatar. Sigamos, pois, a Abraão no trilho da fé.
Amém!


P. Gottfried Brakemeier
Nova Petrópolis, RS, Brasil
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