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João 4.5-26b

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João 4.5-26b

Mensagem por crscapixaba-admin em Qui Mar 24, 2011 6:46 pm





Prédica - João 4.5-26



Mara Sandra Parlow
3º Domingo na Quaresma , 27.03.2011



Prezada comunidade!
Os comentários acerca do diálogo entre Jesus e a mulher samaritana possuem, em geral, importante enfoque metafórico. Mais adequado talvez fosse dizer que na maioria das interpretações predomina um "olhar" simbólico. Proclama-se que no encontro revelador entre o Homem de Nazaré e a mulher da Samaria contrapõe-se a água de beber, em plena materialidade, com a "água viva" - plenamente simbólica - que o Messias, e somente Ele, pode fornecer.
A "água viva" que Jesus oferece para a samaritana é em verdade a oferta de uma nova vida. Para aquela que, certamente com grande esforço, retira água de um poço antigo ao meio-dia é apresentada uma água que corre, não mais uma água parada. Para essa mulher que acumulava em si vários possíveis fatores de rejeição por parte de Jesus é apresentada a Graça divina, encarnada, pois Jesus mesmo seria a "água viva".
A título de observação, de acordo com o que se pode saber de registros históricos, essa mulher, cujo nome se desconhece, era pelo menos quatro vezes rejeitada sob a ótica do povo judeu, oponente do povo da Samaria: ...
... Ela era mulher: a sociedade judaica era bem machista. Tanto que estritamente às mulheres eram dirigidos severos castigos em caso de adultério.
... Ela era pecadora: segundo leis religiosas judaicas, o meio-dia não seria horário para buscar água.
... Ela era estrangeira: os samaritanos eram considerados bastardos e demasiadamente "diferentes", sendo até mal vistos pela sua mistura de raças.
... Ela era pobre: ela mesma foi buscar água no poço.
Contudo, ao ter com Jesus junto a este poço e ainda mais pelo fato do diálogo igualitário que o Mestre propicia, a mulher intui que ele não é um "judeu qualquer". Superado o estranhamento mais do que natural do início do contato junto ao poço, onde é, pois, que ocorre o profundo e decisivo encontro entre os dois? Onde ocorre o encontro que instrui e alimenta a nossa fé ainda nos dias de hoje?
Ocorre-me simbolizar de maneira distinta as usuais interpretações...
Ao invés da água como símbolo, ou seja, como elemento que liga - e mais: re-liga as realidades "mulher do mundo" e "Homem-Deus", bem poderíamos aliá-los em igualdade, ainda que radicalmente diferentes, nas suas sedes.
Sim, Jesus caminhara e chegara ofegante ao poço de Jacó. Manifesta estava a sua plena humanidade. Tinha sede. Sede e calor a brotar-lhe por todos os poros. Tinha sede no corpo. Sede de água fresca. Sede do líquido primordial que abastece e mantém a corporalidade material pulsante e viva.
A mulher também caminhara. Viera nem de tão perto, cabisbaixa por causa de sua cidadania tão diminuída por escolhas mal feitas em cinco casamentos infelizes e por suas demais circunstâncias. Tinha sede de dignificação. Estava sedenta de consideração. Sedenta de importância. Sede também tão humana essa de reconhecimento! O Redentor e a pecadora encontram-se no desejo pela fonte. Jesus cheio de secura no corpo. Aquela mulher com tanta sede de redenção!
O encontro acontece - e, por conseguinte, a conversão -, quando Jesus quebra o seu papel de judeu e obriga a mulher a se questionar na sua situação de samaritana. Jesus não vê nela simplesmente uma "estranha".
A pergunta da mulher: "Você é maior que o nosso pai Jacó"? revela a crise de valores sentida por ela. Revela o caráter da sua sede. Não é por acaso que o encontro se realiza no poço de Jacó o qual representa para a mulher a fonte dos valores que ela tinha até agora. Ela se questiona: "Será que este judeu é uma nova fonte da qual posso viver?".
É por isso, que nos versículos 13 e 14 Jesus responde bem ao que preocupa a mulher: "Aquele que bebe desta água (Jacó) terá sede novamente; mas quem beber da água que eu lhe darei, nunca mais terá sede. Pois a água que eu lhes der, tornar-se-á nele uma fonte de água jorrando para a vida eterna".
A samaritana, na situação do diálogo inusitado - pois que normalmente jamais conversaria com um judeu -, começa a alimentar o desejo de uma água (de uma fé) capaz de satisfazer plenamente. A água do poço de Jacó (a tradição) não mais satisfaz porqueprecisa tirá-la todos os dias e requer esforços. Ou seja: a mera tradição, para se manter, necessita de corriqueiros movimentos já sem sentido. Mas a mulher tem sede de movimentos verdadeiramente libertadores.
Portanto, na experiência da diferença, a sede é o "lugar" da semelhança. Por que não dizer: a sede é o "lugar" da igualdade. Na sede de Jesus, que é a necessidade de sorver o líquido refrescante, e na sede da mulher, que é o desejo veemente de "nova vida", um fio de humanidade os une. A sede igualando dois seres diferentes na sua condição de gênero: um homem e uma mulher que dialogam publicamente. A sede aproximando dois entes distintos em termos culturais. A sede ligando o Absoluto à pessoa finita. A sede vinculando o Salvador à pecadora necessitada de salvação.
Quando Jesus disse: "Vai, chama teu marido", ele provocou a mulher para reconhecer o lado difícil da sua vida. Ao ser reconhecida, ela O reconhece. No entanto, só parcialmente, pois diz: "Não tenho marido", escondendo que já teve mais de um. Jesus, então, decisivamente, a questiona para obrigá-la a reconhecer toda a verdade, despertando o desejo da nova fonte de vida. Jesus ensina dialogicamente que reconhecer e confessar fragilidade é o que permite à mulher começar a experimentar da "água viva".
Assim, a mulher não mais vê em Jesus um judeu, mas um profeta (v. 19); a seguir, o Messias (v.25) e finalmente o Salvador (v.42), sendo essa, substancial revelação na época da Quaresma...
Neste texto que unicamente o Evangelho de João oferece, Jesus Cristo já se encontra "rumo à cruz". Com a mulher samaritana, mostra-se totalmente humano - com sede acalorada pelo cansaço dos pés postos a caminho -, para revelar-se totalmente Deus. Deus com sede de buscar e encontrar, sempre e sempre, quem quer que seja sequioso de "nova vida"!
Amém


Pa. Mara Sandra Parlow
Farroupilha, RS, Brasil
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