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Marcos 5.21-24, 35-43

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Marcos 5.21-24, 35-43

Mensagem por crscapixaba-admin em Qui Jun 28, 2012 9:49 am

Marcos 5.21-24, 35-43


Estimadas irmãs, estimados irmãos.
Vocês
já perceberam que tem momentos na vida em que a fé parece ser mais
forte? É justamente quando estamos numa profunda dependência de algo que
vai além de nossa capacidade, ali recorremos a Deus e parece que a fé
se torna mais forte. Um exemplo disso é a doença. Quando somos
acometidos por ela, parece ser o momento de nos lembrarmos de pedir a
Deus por ajuda. Mas não é somente a doença física, a psíquica também.
Se
assistirmos a alguns canais de televisão, principalmente de madrugada,
quando as pessoas acordam com insônia e nesses momentos vêm os piores
pensamentos, é justamente nestes horários que são exibidas um grande
número de pessoas que supostamente foram curadas. Como consequência
promove-se o exibicionismo delas. São curas das coisas mais corriqueiras
a exemplo de dores de cabeça, dores lombares ou qualquer outro tipo de
dor.
Pois é, a dor nos aproxima do além eu. Ela
nos leva a atitudes que vão além do nosso raciocínio lógico. Nos leva a
arriscar, a sair do nosso chão.
Diferente não foi com Jairo. Vamos ouvir essa história bíblica: (LER TEXTO).
Jairo
era um líder religioso. Provavelmente não era um pregador, mas uma
pessoa que comandava outras pessoas na Sinagoga, talvez fosse alguém que
cuidasse das finanças e que tinha outras pessoas sob seu comando.
Ocupava uma posição de destaque, era visível.
Ignorando
tudo isso, colocando sua reputação em jogo, diante da possibilidade de
perder uma filha de 12 anos, ele arrisca tudo. Vai até Jesus, do qual
havia ouvido falar que fazia milagres. Atira-se a seus pés, numa atitude
de desespero e pede ajuda. Jesus, por sua vez, mesmo tendo o poder de
curar à distância, acompanha aquele homem, mostrando compaixão,
interesse e sensibilidade diante daquele sofrimento. O mesmo também
demonstrou para com a mulher que tinha hemorragia, antes de se dirigir à
casa de Jairo.
Momentos após o pedido de Jairo,
mensageiros da casa deste chegaram e, numa expressão de que não havia
mais nada a fazer, disseram que a menina havia falecido. Ainda ressaltam
que já não havia necessidade de incomodar o Mestre. Ou seja, tudo havia
terminado inclusive a esperança. Na concepção deles, a morte era o fim
de tudo e ninguém teria a capacidade de ainda fazer alguma coisa. Jesus,
porém, vendo a reação de Jairo, exorta à confiança mesmo diante da
realidade de morte. Diz: Não tenha medo, tenha fé. Ou seja, a fé pode
vencer obstáculos.
Jesus continua a caminho da
casa de Jairo. No entanto, ele não vai sozinho. Convida três discípulos
para acompanhá-lo. Por que será? O texto não fala, mas poderíamos quem
sabe arriscar duas coisas: Jesus era muito pedagógico nas ações e falas.
Então poderia ser um momento importante para mostrar aos discípulos sua
pedagogia diante do sofrimento humano e a sensibilidade divina diante
de situações inconcebíveis aos olhares humanos. A segunda suposição
seria a de ser acompanhado por quem tem fé. Por alguém que acredita nele
de fato, além de Jairo, porque os mensageiros já tinham dito que nada
mais adiantava. Ele poderia querer a companhia de alguém solidário na
dor, mas carregando dentro de si a esperança de que a dor pode ser
vencida.
Quando Jesus chega à casa de Jairo,
encontra muito lamento e pessoas chorando. Claro nesse meio estava o
restante da família de Jairo que também lamentava a morte da menina.
Quem não cairia em prantos diante dessa situação familiar? Era uma
menina, com a vida toda pela frente.
Diante desse
desespero, com muita ostentação, Jesus pede que saiam. Ele não quer a
presença dos que não tem esperança. Ele diz que a menina apenas está
dormindo e as pessoas que ele manda retirar-se riem daquela situação.
Elas zombam de Jesus, porque para elas, a morte é muito mais do que
apenas um tempo de sono. É o fim último de tudo.
Jesus
então prefere ficar com os discípulos, o pai e a mãe da menina no
quarto. Nesse momento ele pega a menina pela mão. Essa atitude, diante
das leis judaicas, torna-o impuro e uma pessoa impura é privada de
muitas coisas na sua vida, inclusive a de frequentar lugares especiais e
de se aproximar de outras pessoas. Mas Jesus mostra que quer resgatar o
ser humano do estado de impureza. Mostra com isso que é a sociedade que
transforma as pessoas na condição de impuras e Deus as resgata indo ali
onde elas estão. É Ele que vai ao encontro. Desce até a impureza e
promove o resgate para a vida.
Após isso, a menina
se levanta e caminha, causando admiração aos que lá estavam, porque
isso vai além do que a inteligência humana pode entender. Jesus então
pede que tragam água e comida para ela. Isso nos faz entender que Jesus
se preocupa com as necessidades básicas do ser humano. E por fim, pede
que não se comente com ninguém o que foi visto.
Nessa
história percebemos algumas coisas muito importantes para nossa vida.
Primeiro: Assim como Jairo, não importa quem somos. Podemos nos dirigir a
Jesus e colocar diante dele nosso sofrimento. E ele consequentemente
nos ouve, quer ajudar. Jesus não escolhe as pessoas às quais quer
ajudar. Quer ajudar a todos indistintamente.
Segundo:
Se nós depararmos com uma situação idêntica à de Jairo, o que fazer?
Será que por meio de nossa fé podemos acreditar que a pessoa falecida
ressuscitará? Também para nós, nessa situação vale a palavra de Jesus:
Não tenham medo, tenham fé. A morte é vencida de qualquer forma, é
apenas uma questão de tempo. O que precisamos é ter a certeza de que
somos unidos com Cristo por nossa fé. E ela não permite a desesperança.
Ela não permite a desconfiança. É ela que nos impulsiona a nos jogar aos
pés do Senhor e colocar diante dele o nosso sofrimento.
Terceiro:
Jesus convoca alguns discípulos que tem fé, que acreditam nele para
acompanhá-lo. Eles também têm o papel de serem solidários na dor de
Jairo. Isso é muito importante. Sugiro que façamos uma experiência.
Vamos pegar meia colher de sopa de sal, um copo com água e uma bacia com
um litro de água. Se colocarmos aquela meia colher de sal na boca, vai
ser muito ruim ao ingerir. Se colocarmos essa mesma quantia de sal no
copo de água, já será possível tomar, mesmo que ainda tenha um gosto
forte de sal. Se, porém colocarmos a meia colher de sal dentro do litro
de água, podemos tomá-la e a diferença no sabor será bem menor.
O
exemplo serve para ilustrar a dor. Se estivermos sós diante da dor, ela
é muito forte, quase que irresistível. Se a compartilhamos com algumas
pessoas solidárias, a dor se torna menor. Se a compartilharmos com ainda
mais pessoas solidárias, a dor será ainda menor.
Esse
é o papel da comunidade cristã: testemunhar o Cristo que compartilha a
dor, que a absorve, desce lá onde ela está e faz o resgate. Portanto,
como Comunidade precisamos nos solidarizar com os sofridos. Mas é muito
importante exercer esse papel de Cristo, o de descer até lá onde a dor
se encontra. Vale lembrar que nem sempre a dor é física. Ela pode ser
psíquica, pode ser dor de rejeição social, pode ser de discriminação.
Ser discípulo de Cristo significa descer até o mais profundo ponto da
dor e ali mostrar a presença da oportunidade de vida, de vida sem dor.
Vocês
se lembram que começamos esta reflexão fazendo duas constatações?
Primeira: A fé é maior quando algum tipo de dor extrapola nossas
próprias forças e a segunda que nos sentimos admirados com pessoas
supostamente curadas conforme dizem em celebrações apresentadas em
canais de televisão.
Pois então, a fé é maior num
momento exato, depois vai diminuindo. Vamos imaginar um trem de ferro
que passa por uma cidade. Ele sempre apita quando está próximo de uma
rodovia. As pessoas que chegam naquele lugar para residir, num primeiro
momento ficam irritadas com o barulho, mas depois vão se acostumando a
tal ponto que depois nem mais percebem a presença do trem e muito menos
de seu apito. A fé é assim também. É forte quando somos acometidos por
algo que vai além de nossas forças, depois lentamente a gente vai se
acostumando e por fim, às vezes passa o dia inteiro sem ao menos se
lembrar da presença de Deus.
Por isso, é muito
importante não enfraquecer na fé. Se não enfraquecermos, podemos
assistir a qualquer canal de televisão que apresente os piores falsos
profetas já vistos, que não seremos abalados. E vamos entender que Jesus
realizava curas e nunca teve a pretensão de realizar uma promoção
pessoal em cima do sofrimento das pessoas. Pelo contrário, foi ao
encontro do sofrimento, misturou-se a ele para promover o resgate.
Essa
deve ser a nossa missão como comunidade cristã: Sermos solidários na
dor. Para isso, precisamos nos despir da carcaça humana dominada pela
falsa moral para podermos ser solidários com os que sofrem.
Não
devemos correr o risco da hipocrisia, ou seja, o de falar do amor de
Deus e viver na contramão desse amor. Estamos unidos com Ele por meio do
seu sofrimento e por meio da sua ressurreição. Essa união deve nos
animar a ir um pouco mais longe de nós mesmos. Ela deve nos ajudar a não
deixar que nossa fé se torne fraca em determinados momentos, assim como
também nos deve encorajar a sermos vigilantes constantemente, indo ao
encontro dos que sofrem. Assim, por meio de nossa fé, seremos
solidários.
Amém.


P. Siegmund Berger
Serra Pelada, ES, Brasil
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