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1. Coríntios 1:18-25

3º Domingo na Quaresma, 11.03.2012


Prezados irmãos e prezadas irmãs na fé!

Tempos atrás um senhor de 95 anos me disse: "Este mundo está louco". Ele que começava a sofrer os efeitos do Mal de Alzheimer, tinha perdido a memória dos tempos atuais e lembrava avidamente a sua juventude. Esse homem, que nasceu em 1910, não conseguia entender como e por que as pessoas não conversavam na rua, nem sequer se cumprimentavam com um cordial bom dia. Com a simplicidade e inocência que trazia a doença, sempre me repetia essa frase "o mundo está louco". Ele conseguia demonstrar-me que não estava enganado, os outros eram os doídos, acreditavam que podiam existir sozinhos, sem amigos, sem vizinhos. Pouco a pouco, a faísca de consciência desse homem sumiu. Mas, ficou gravado em mim que de fato os valores de nosso mundo trocam com uma velocidade imensa e não permitem a ninguém deter-se para admirar a paisagem.

O apostolo Paulo aproximou-se de uma gigantesca metrópole da época. Juntamente com as mercadorias que passavam por Corinto, iam e vinham também pensamentos, filosofias e estilos de vida. Ali, ele pregou o Cristo: Deus encarnado que morreu numa cruz! Com certeza muitas pessoas devem ter olhado a Paulo e o chamado de doído. Naquele mundo, isso era visto como loucura. Isso era blasfêmia. Ainda assim a pregação de Paulo surtiu efeito. Foi possível semear uma comunidade em Corinto. No meio do absurdo, pessoas que não tinham nada e pessoas que tinham muito terminaram aceitando a possibilidade de que Deus aproximou-se tanto da sua criação que se tornou humano. Quem diz que os sonhos doídos não são possíveis?

Paulo é encurralado entre duas frentes. Por um lado, o mundo grego com sua filosofia e sabedoria. Além do mundo mágico dos deuses, existe o mundo da razão e do entendimento. Desse jeito o divino é visto como perfeito, tão perfeito que não pode misturar-se com o humano. Por isso, acreditar em Deus feito carne é loucura. E maior loucura ainda é pensar que todos os seres humanos são iguais. Neste mundo, diziam, manda o masculino, o livre, o grego, aqui entendido como raça superior e sábia. Como será possível Deus entrar em contato com os escravos, com as mulheres e com as crianças? Isso é tão impossível que vira loucura.

Na época do apostolo, as pessoas acreditavam que pela sabedoria podiam entender e decifrar o mundo, e além do mundo, o espírito. Pensavam que podiam ir além das limitações humanas. Em nossa linguagem, podemos dizer que "podiam chegar até Deus". O que não dá para explicar, não é possível e não existe. Então, como explicar então de forma razoável que Deus, o único e verdadeiro Deus, ao entrar em contato direto com a humanidade, permite acontecer a morte na cruz? Deus entra na história e se aproxima da humanidade de forma totalmente diferente, sim, absurda.

Mas, também existe a outra frente, o mundo judeu com o seu pensamento sobre o Messias e a vergonha da cruz. Para o povo oprimido, o Messias devia chegar mandando e governando. Ele devia expulsar as tropas invasoras e sentar-se no trono de Davi. Isso é que seria o Messias! Todo mundo quer estar do lado do vencedor. E com o povo judeu não é diferente. As pessoas queriam uma terra livre, sem opressão, sem impostos excessivos. O povo esperava o tão prometido messias. E Paulo apresenta Jesus. Ele foi um homem que conseguiu muita atenção, fez com que as cidades se mexessem. Trouxe a realidade do Reino de Deus para perto das pessoas. Até ali tudo bem. É isso que queremos! Mas, ao deparar com o sofrimento de Cristo na cruz, tudo muda. Ser pendurado num madeiro e não sentar-se no trono de Jerusalém? Esse não podia ser o Messias. Foi assim que com certeza pensaram. Quais são as provas? Onde estão os milagres que atestam o que ele diz? Parece que Paulo confrontou-se com a dureza do coração. As pessoas colocaram, elas mesmas, os parâmetros. Esqueceram-se de deixar isso nas mãos de Deus.

Olhando assim, de longe, parece que temos o direito de reclamar daquela gente. No fim das contas, os dois grupos pensam que eles são os donos da situação. As condições colocadas para crer são muitas e não há como trocá-las. Mas, se olharmos para as cartas de Paulo à comunidade de Corinto podemos ver que até se parecem com nossas comunidades hoje. Brigas por poder, gente querendo mandar e fazendo o que bem entendem, gente sofrendo. Assim, como no passado, o mundo que está ao nosso redor, assim como a sociedade e a cultura contemporânea entram sorrateiramente no Corpo de Cristo e trocam o Evangelho pela moda do momento. Corinto continua vivo ainda hoje, querendo nos convencer que o Evangelho e a cruz de Cristo são loucura.

Quais são as loucuras de hoje? Olhando de perto, que lhe parece louco? Ora, você tem que pagar. Nada é de graça! Neste mundo, onde tudo é comprado e vendido, onde tudo tem preço, não é possível que Deus dê coisas de graça. A necessidade do dinheiro neste mundo do século 21 é real. Mas, também é real a realidade (vale aqui redundar) que tanta gente não vale nem um tostão. Gente que vale menos que um zero à esquerda. Existem pessoas que são mortas por um olhar. Pessoas das quais se acredita que não valem nada e por isso continuam na miséria. Mulheres que ainda hoje são tratadas como objetos, propriedade, escravas modernas numa sociedade que as obriga a trabalhar pelo menos duas jornadas, fora e dentro de casa. Crianças que perdem a infância porque fugiram de casa onde sofriam maus tratos ou porque o cafetão de turno as obriga. Nada é de graça! Será?

Deus entrou definitivamente na história humana. Em Jesus Cristo, mostra o lado realmente humano. Assim, assume a morte na cruz. A ação de Jesus é tão grande que ao mesmo tempo assusta e maravilha. As cabeças humanas não o conseguem entender. Mas, esse absurdo é coerente com o Reino de Deus, ou seja com a realidade inaugurada com a morte e ressurreição do Cristo. Os valores do Reino são os que fazem com que a fé em Corinto cresça, a comunidade é criada ao redor do Evangelho. A lógica convencional não entra, o amor é a medida. Ricos e pobres, escravos e livres, gregos e judeus podem estar juntos e celebrar. Todas as pessoas podem fazer parte de um só corpo, o Corpo de Cristo.

Qual é a loucura da cruz hoje? Como Deus nos desafia? Como o Evangelho é libertador? Neste tempo de Quaresma, somos desafiados a mostrar que o amor de Deus é de graça, que é possível desafiar os poderes deste mundo que fazem escravos. Convido a vocês a encontrarem e ajudarem as pessoas que estão sofrendo. Mostremos que o amor de Deus é real. A presença de Cristo em nossas vidas nos faz entrar e viver numa nova ética, onde os parâmetros são outros, não os do mercado ou do poder. É possível trocar a mente e deixar de lado nossa suposta sabedoria. Não precisamos de milagres ou sinais para receber a Deus em nossas vidas. Deus vem ao nosso encontro e nos convida a partilhar da vida plena.

A Quaresma nos oferece a oportunidade de discernir em oração e em comunidade qual a autêntica sabedoria e a quem seguir. Deixemo-nos transformar por Deus neste tempo de preparação.

Amém!



Pastor José Kowalska
Rio de Janeiro, RJ, Brasil
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