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Mateus 28.16-20 - 1 Dom Pentecostes

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Mateus 28.16-20 - 1 Dom Pentecostes

Mensagem por crscapixaba-admin em Qua Jun 15, 2011 11:42 am








Mateus 28:16-20


Geraldo Graf
1º Domingo Após Pentecostes, 19.06.2011

Irmãos e irmãs em Cristo!

Nestes tempos de pós-modernidade, de desenfreada urbanização e de perda de valores, nossas comunidades são impactadas pela diminuição de comprometimento de uma parcela de seus membros. Foi-se o tempo em que todos os fiéis compareciam a todos os cultos e programas da comunidade. Hoje, a comunidade é uma opção entre outras, quando não costuma ser a menos atraente. Na cidade, raramente passa um domingo sem que aconteça um concerto, um teatro, uma corrida, um jogo de futebol. Além disso, muitos se refugiam nos sítios para descansar da correria da semana. A maioria tem correio eletrônico, mas pouco se comunica com quem está próximo.

Nesse contexto, como ser comunidade comprometida e missionária? Como atrair as pessoas e encantá-las com o Evangelho? Como despertar o espírito de comunhão nas pessoas que se escondem atrás de muros e parafernálias de segurança? Como incutir confiança nas pessoas em risco social, nas que se sentem desamparadas e desprotegidas? Como se deixar enviar por Jesus Cristo "a todas as nações"? O texto bíblico indicado para este domingo quer nos orientar a fazer a leitura para dentro da realidade que nos cerca. Ele nos convida a acolher o mandado do Senhor Jesus Cristo:

* Atender ao chamado do ressuscitado e reunir-nos sob a sua Palavra.

* Ir ao encontro das pessoas nas suas necessidades.

* Cativá-las para o discipulado.

* Batizar e vivenciar o Batismo.

* Ensinar a guardar o que Cristo tem ordenado.

* Confiar no poder e na presença de Cristo.

Observando o contexto do relato bíblico, percebemos que os primeiros destinatários destas palavras foram os discípulos. Eles ainda estavam perturbados e confusos pelos acontecimentos da Sexta-Feira da Paixão e da manhã da Páscoa. Alguns até duvidaram da ressurreição de Cristo e quiseram reassumir as funções de pescadores no Mar da Galileia. Todavia, atenderam ao recado dado por Maria Madalena para que fossem para a Galileia e se encontrassem com o ressuscitado. Neste fato, descobrimos um importante aspecto do envio dos discípulos e um necessário processo de despertamento de nossa comunidade para a missão: Jesus não abre mão de seus discípulos, apesar de todas as dificuldades que eles têm. Ele também não abre mão de nós, apesar de todas as nossas resistências de sermos Igreja no contexto em que vivemos. Por isso, prestemos atenção à dinâmica do texto bíblico:

Não é possível ser uma comunidade missionária sem aceitar o chamado de Jesus Cristo e viver comunitariamente em união com ele. É importante rever nossas prioridades, detectar o que nos atrapalha e superar o que nos impede de participar ativamente da vida comunitária. Só conseguiremos ir ao encontro das necessidades espirituais e materiais das pessoas, se formos portadores de uma vivência comunitária coerente com o nosso discurso. Precisamos ser enviados a partir da nossa união com Cristo. É a Palavra de Deus que alimenta a nossa fé e nos capacita para a missão. Vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo querem transformar o mundo, começando pela nossa vida pessoal e comunitária. Cristo quer que coloquemos nossos dons a seu serviço: levar a mensagem da misericórdia, do perdão e do amor de Deus a todas as criaturas. E esta é uma tarefa contínua. Ela só termina na vinda definitiva do Reino de Deus.

As palavras de Jesus nos despertam para a nossa missão: Ir a todas as pessoas - O mundo (as nações) não é um lugar distante e remoto. Ele começa dentro da nossa casa e se estende ao ambiente que nos rodeia. Jesus deseja que nós nos coloquemos a seu serviço através de toda nossa vida pessoal, comunitária e profissional. Aqui não se trata de um mero convite que decidimos aceitar ou não. Aqui se trata de um mandado: todo o poder foi dado a Cristo no céu e na terra. Vão! Cristo nos desperta e nos encoraja através do Espírito Santo e nos envia para irmos e falarmos do amor de Deus, fazendo discípulos e, através do Batismo, congregando esses discípulos na união com Cristo. Não sabemos dizer como acontece esse envio e porque as pessoas atendem ao seu chamado. Mas sabemos que, movidas pelo Espírito Santo, as pessoas se sentem tocadas, animadas para saírem de sua segurança, de seu comodismo e dos seus medos atendendo ao envio de Cristo. Foi assim com os discípulos. Assim também acontece conosco.

Jesus nos dá uma grande tarefa - fazer com que as pessoas se tornem suas discípulas. Não se trata de um simples aumento do número de membros na comunidade. Não se trata da prática do Batismo meramente por tradição ou convenção social. O fazer discípulos não bate com a prática de muitas pessoas: há famílias que batizam seus filhos sem uma efetiva permanência na vida comunitária. Trazem suas crianças à pia batismal e só retornam à Igreja quando precisam inscrevê-las no Ensino Confirmatório ou, posteriormente, no Curso de Noivos. Não podemos falar de discipulado quando as pessoas vivem distanciadas da vida comunitária e da prática missionária diaconal. Nossa missão é chamar as pessoas ao discipulado de Jesus. Ser discípulo de Jesus é estar disposto a aprender pela imitação da vida de Cristo. Não é uma questão de repetir atos ou ações do Senhor, mas é permitir que os atos de Jesus fluam de dentro de nós através do auxílio do Espírito Santo. Olhar para Jesus, aprender com ele é a essência do discipulado. Ninguém pode fazer discípulos se ele mesmo não for um discípulo, isso é, se alguém não o conduz, não o pastoreia, então de forma alguma pode cuidar de outra pessoa. Ser discípulo e fazer discípulo: eis o que deve ocupar as nossas vidas.

Jesus ordena batizar as pessoas em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Devemos destacar dois fatos: Jesus apresenta o Batismo como necessário para a salvação e, através dele, o chamado para o discipulado. Pelo Batismo somos incluídos na união com Jesus Cristo. O nosso jeito se espelha no exemplo de Cristo. Pelo Batismo somos irmanados em uma comunidade e, juntos, nos colocamos a serviço do Senhor. Esse pertencer a Cristo através do Batismo e esse testemunhar e servir através da comunidade nos acompanham por toda a vida.

O "ensinar a guardar todas as coisas que Jesus ordenou" é um compromisso, é mostrar às pessoas como se deve permanecer no discipulado, como se deve vivenciar a fé em palavras e ações na vida diária, como se deve praticar o amor cristão na realidade em que se vive. Essa é uma tarefa contínua que nos acompanha por toda a vida.

Somos convidados a depositar nossa confiança no poder e na presença de Cristo. Temos que praticar o nosso discipulado, confiantes em Cristo, vivenciando o nosso Batismo e colocando-nos a seu serviço. Então, devemos comunicar as boas novas de Jesus aos outros, convidando-os ao discipulado, à união com Cristo através do Batismo. Jesus nunca disse que segui-lo seria tarefa fácil. É preciso dedicar muito tempo para a comunidade. Ser discípulo é lutar contra sentimentos muito fortes como egoísmo, indiferença, medo. Constantemente somos pressionados a ceder, embora saibamos que temos de resistir. É preciso pagar o preço da incompreensão de pessoas, ser rejeitado, criticado, desprezado. Ser discípulo é carregar a cruz. Ser discípulo de Jesus é ter ausência de interesses pessoais, é colocar-se a serviço do amor de Deus, enxergando, buscando e acolhendo as pessoas que necessitam de comunhão, de socorro, de orientação. Mas tudo isto se torna leve diante da grande promessa revelada pelo texto bíblico: "Aquele, a quem foi dado todo o poder no céu e na terra, diz: Eis que estou com vocês todos os dias até o fim dos tempos". Queremos companhia melhor na nossa vida comunitária e no desempenho de nossa missão? Atendamos, pois, ao chamado de Cristo!

Amém.



Pastor Geraldo Graf
Belo Horizonte, MG, Brasil
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