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João 13. 1-15 - Lava-pés - Quinta-feira santa

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João 13. 1-15 - Lava-pés - Quinta-feira santa

Mensagem por crscapixaba-admin em Qua Abr 20, 2011 9:14 am





João 13. 1-15
Lava-pés - antes da Santa Ceia


No evangelho (Jo 13, 1-15) encontramos a cena do lava-pés.O evangelista João dedica cinco capítulos á última Ceia (Jo 13-17), e aborda no capítulo seis do evangelho o tema do pão da vida, mas não narra a instituição da Eucaristia. Podemos afirmar que o gesto do lava-pés desempenha um papel muito semelhante à narrativa da Ceia contida nos evangelhos sinóticos. No lava-pés encontramos a revelação do sentido da Paixão e o caminho a ser percorrido pelos discípulos do Senhor.
Nosso texto começa com uma indicação cronológica: “Era antes da festa da Páscoa”. Esta informação é importante, pois para João a última Ceia e a prisão de Jesus ocorrem no dia anterior a Páscoa, isto é, no dia 13 de Nisan. No dia 14 de Nisan á tarde no Templo era imolado o cordeiro pascal que deveria ser comido a noite. Assim Jesus celebra com os seus a Páscoa, e morre na mesma hora em que os cordeiros eram imolados no templo. O que indica que Jesus é o verdadeiro Cordeiro Pascal, imolado pela salvação da humanidade (Jo 19, 31-37).
Cristo estava bem consciente de que tinha chegado a sua “hora”. Desta “hora” de Jesus, João havia falado muitas vezes. Em Caná Jesus havia dito que sua “hora” ainda não chegara (Jo 2,4), e em Jerusalém ninguém conseguiu prende-lo porque sua “hora” não havia chegado (Jo 7,30; 8,20). Quando está para iniciar a sua Paixão o Senhor afirma que sua “hora” chegou (Jo 12, 23.27). Esta “hora” não é o tempo marcado pelo relógio humano, o “Kronós”, mas o tempo de Deus, isto é, o “Kairós”. Agora chegou a “hora” de Cristo manifestar ao mundo todo o seu amor, dando como prova disto à própria vida para a salvação de todos.
Jesus tem plena consciência da iminência de sua morte e a entende como “passagem” , como Páscoa, deste mundo para o Pai. Deste modo enfrenta a paixão livremente, o que indica um gesto de pura doação e amor.
Afirma João que Jesus “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”. Jesus amou os seus discípulos em toda sua vida, e sempre lhes manifestou seu grande amor. Quando se usa o verbo no particípio aoristo (tendo amado) se quer indicar o ministério de Jesus, seus ensinamentos e milagres como sinais do amor do Senhor. E o uso do indicativo do aoristo (amou-os) refere-se ao que vai acontecer logo: o lava-pés e a morte. Este amor do Senhor é até o fim, isto é, até a doação total de sua vida. João usa para amor o termo “ágape” e não usa “filia” que é o simples amor humano. Ágape quer apontar para um amor imutável e definitivo, que é entrega, doação, gratuidade.
Deste modo se deve perceber na Paixão do Senhor o seu enorme amor ao Pai celeste e aos homens. Jesus amou no mais alto grau do amor, com um amor sem medida, até o extremo do amor. Todos os passos de seu sofrimento e da sua morte têm que ser lidos com esta ótica do infinito amor de Deus pelo ser humano.
Em seguida encontramos o contraste entre a traição de Judas e a fidelidade do amor de Jesus que vai livremente ao encontro da morte.
Inicia-se o lava-pés que é narrado com muita simplicidade. Era comum na palestina que o hóspede ao chegar empoeirado do caminho, tivesse a oportunidade de lavar os pés e as mãos. Porém Jesus realiza um gesto inusitado: seu gesto não é apenas lavar, mas lavar os pés. Nunca um judeu interrompia uma refeição para fazer tal gesto que devia ser realizado antes da ceia. E naquela época lavar os pés era um serviço próprio dos escravos, mesmo assim jamais um judeu, mesmo sendo escravo, se submetia a fazer tal coisa. Mas podia ocorrer que se lavasse os pés de alguém de alta dignidade como forma de honrá-lo.
Jesus depõe o manto, cinge-se com uma toalha e lava os pés dos seus apóstolos. Podemos dizer que este gesto do Senhor torna-se mais um sinal revelador da sua encarnação. Cristo mostra-se como humilde escravo e servidor de seus apóstolos. Tudo isto indica o seu grande serviço de Jesus à humanidade: sua paixão e morte de cruz.
Jesus é bem consciente de que é o Mestre e o Senhor dos apóstolos, e manifesta a eles todo seu amor e respeito. Vemos agora um Deus que se ajoelha diante de uma sua criatura, indicando deste modo quanto o homem é precioso aos seus olhos (Is 43,4). Com isto Jesus nos revela um Deus que é amor incondicional, e não um rei cioso do obséquio de seus súditos, nem um patrão implacável, e muito menos um Deus dominador e opressor. Deus é essencialmente amor!
Pedro reage e não quer ser lavado pelo Mestre, o que manifesta que ele ainda não entendeu o caminho messiânico de Jesus. Pedro ainda não compreendera que do aparente fracasso de Jesus brotaria a vitória, ainda não assimilara a lição do serviço e da doação da própria vida. Jesus afirma que o apóstolo compreenderá o sentido do lava-pés mais tarde, e de fato somente após a ressurreição do Senhor é que os apóstolos entenderam plenamente o que ele realizou.
Diz Jesus diz a Pedro que para ter parte com ele é necessário deixar que ele lave os seus pés. “Ter parte” é uma expressão semítica que originalmente indicava participar da herança que Deus concedia a seu povo (Gn 31,14). Este tema da “herança” se aprofundou e passou a significar não mais ganhar apenas uma terra, mas estar em comunhão definitiva com Deus na eternidade. Logo para chegar a vida eterna é necessário deixar que Jesus lave os pés, e aqui vemos uma alusão velada ao batismo.
Terminado o lava-pés, Jesus vestiu o manto e sentou-se. É interessante notar alguns detalhes no texto. Jesus tinha deposto as vestes para realizar a tarefa dos escravos, agora retoma as vestes e senta-se. Nenhum escravo durante uma refeição ficava sentado, mas permanecia de pé para servir os comensais. Neste pormenor vemos o todo do mistério pascal: Jesus tira o manto e serve como escravo o que indica sua paixão e morte, retoma as vestes e senta o que indica a sua ressurreição. Mas é interessante notarmos ainda um outro pormenor muito significativo: ele cingiu-se com a toalha, e quando se reveste não se diz que tenha retirado a toalha, o que aponta que a atitude de serviço deve ser algo constante. Como Jesus foi o servo de todos, assim também deve ser o seu discípulo.
Cristo explica o seu gesto, e pede que seus seguidores façam a mesma coisa que ele fez. O cristão precisa aprender com o Mestre a servir a todos, e a dar a vida pelo bem dos seus semelhantes. É o mandamento novo do amor que irá caracterizar o discípulo de Jesus, amar como ele amou. E fazer o que ele fez não é repetir na liturgia o lava-pés, mas aprender a lavar os pés dos irmãos no dia a dia da vida.
Compreender o gesto de Jesus é uma lição indispensável para ter parte na vida eterna. Por isto a conclusão do lava-pés nos versículos que nossa leitura litúrgica não trazem (Jo 13, 16-17) nos ajudam a entender a bem-aventurança do serviço e da doação da própria vida. Afirma Jesus que seus discípulos serão felizes quando aprenderem que o sentido maior da vida está no serviço e na doação da vida pelos irmãos. É a lógica divina do amor, do serviço e da doação o caminho que deve ser trilhado pelo discípulo do Senhor. O lava-pés constitui-se em um fortíssimo exemplo de humildade, de serviço e de amor que dá a vida!
Diante disto nos perguntemos:
• Entendemos o gesto do lava-pés?
• Somos humildes e servimos os irmãos?
• Estamos dispostos a doar nossa vida pelo bem dos outros?
• Compreendemos o que Jesus realizou na véspera da Páscoa?
• Como está nosso amor a Deus e ao irmão?
• Caminhamos na lógica de Jesus ou na do mundo?

Caro irmão, meditar significa colocar-se no meio. Deixemos agora que Jesus lave nossos pés e com ele aprendamos a sublime lição da entrega total de nossas vidas.
Deixemos que Jesus se ajoelhe diante de nós, e reflitamos na importância de cada ser humano, na sua inviolável dignidade. Que contemplar um Deus prestando homenagem a sua criatura nos ajude a valorizar todo e qualquer ser humano, como imagem de Deus.
Que o gesto humilde do Senhor nos ajude a vencer todas as tentações de orgulho, vaidade, superioridade, honras, prestígio, e de nosso desejo secreto de que os outros se dobrem diante de nós.
Que aprendamos com o Senhor a lição do serviço gratuito e generoso. Precisamos nos cingir da toalha, ou do avental, e nos colocarmos a disposição dos nossos semelhantes. Lavar os pés uns dos outros eis a lição que devemos assumir como cristãos.
Lavamos os pés dos irmãos quando os ajudamos a superar suas dificuldades e sofrimentos. Lavamos os pés quando perdoamos de coração. Lavamos os pés do outros quando ou ouvimos e compreendemos. Lavamos os pés com atitudes concretas de auxílio aos mais necessitados.
Será que compreendemos o que Jesus fez?
Hoje celebramos o “Amor” que se faz nosso alimento de caminhada. Na primeira leitura refletimos sobre o memorial da antiga Páscoa, e como Deus continua libertando o seu povo. Na segunda leitura a narração da instituição da Eucaristia, nos levava a compreender a nova e eterna Aliança realizada no sacrifício de Jesus. E o evangelho nos indicou o grande serviço que o Senhor prestou á humanidade: a sua morte redentora.
Que vivamos com muita alegria esta noite santa, agradecendo ao Pai o grande dom que é Jesus. Agradecendo também o presente da Eucaristia memorial da Páscoa de Jesus, e alimento para nossa vida cristã. Louvemos a Deus pelo dom do sacerdócio ministerial, como um grande sinal de serviço à comunidade. E que nesta noite assumamos o compromisso concreto de amar verdadeiramente como Jesus amou: servindo e dando a vida pelos irmãos.
E que amanhã possamos celebrar com gratidão o “Amor imolado”, no alto da cruz, para nossa salvação.

Pe. Antonio Luiz Heggendorn
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