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Lucas 19.28-40 - pregação - Domingo de Ramos

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Lucas 19.28-40 - pregação - Domingo de Ramos

Mensagem por crscapixaba-admin em Sab Abr 16, 2011 5:27 am





Lucas 19:28-40,
Gottfried Brakemeier

Domingo de Ramos , 28.03.2010


Prezada comunidade!

Os habitantes de Jerusalém devem ter estranhado quando Jesus se aproximava da cidade. Montado num jumento, ele é escoltado por um grupo de seguidores que, entusiasmados, estendem suas vestes pelo caminho e gritam em alta voz, louvando a Deus. De acordo com os evangelistas Mateus e Marcos eles até mesmo cortam ramos das árvores em sinal de saudação e reverência. Daí porque o domingo de hoje é chamado de "domingo de ramos". Lembramos neste culto a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, com a qual inicia a última semana da paixão. Jesus chega a Jerusalém, à capital do então estado de Judá, onde será preso, morto e sepultado.

Para o povo da cidade a chegada de estranhos era nada excepcional. Jerusalém era um dos grandes centros turísticos da antiguidade, assim como ainda hoje o é. Atraía pessoas de todo o mundo e, por ocasião das grandes festas, acolhia enorme multidão de peregrinos. A cidade podia orgulhar-se de um magnífico templo, construído pelo rei Salomão, destruído pelos babilônios, mais tarde reconstruído e pomposamente reformado pelo rei Herodes. Jerusalém era cidade santa. Lá se ofereciam os sacrifícios a Deus previstos na sagrada escritura e na tradição; lá se celebrava culto quase ininterruptamente; lá residiam os sacerdotes encabeçados pelo sumo sacerdote, o supremo chefe da comunidade; lá funcionava o sinédrio, o conselho diretor que, composto por sacerdotes e anciãos, decidia em assuntos religiosos e políticos. É essa a instância que logo mais vai condenar Jesus à morte e extraditá-lo a Pôncio Pilatos, representante do poder romano no país.

Mas por enquanto Jesus está livre e a caminho da cidade. Qual será a recepção que terá? Como Jerusalém vai receber Jesus de Nazaré e as pessoas que lhe devotam apreço? O cortejo de Jesus chama atenção. Assim se procede apenas com pessoas ilustres. E a multidão que o acompanha não deixa dúvidas. Jesus é aclamado como um rei. Ele é saudado com as palavras: "Bendito é o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas." Ora, quem tem ouvidos para ouvir e olhos para ver vai perceber de imediato que isto é uma demonstração messiânica. Aquela gente celebra Jesus como Messias, como Cristo, como enviado de Deus para salvar o seu povo. Nele estariam se cumprindo velhas promessas da Bíblia. Finalmente teria fim o pesado jugo romano. Justiça, paz e prosperidade iriam reinar na terra de Israel. Todas essas esperanças por dias melhores se concentram em Jesus. Ele vai trazer libertação de todo o mal e dar início a uma nova era de felicidade e bem estar. É esta a expectativa.

Sim, a esperança messiânica era forte no tempo de Jesus. Por isto mesmo qualquer manifestação respectiva era vista com desconfiança pelos poderosos, tanto judaicos quanto romanos. Temiam a revolução. Temiam perder o seu poder e seus privilégios. Portanto, entrar desse jeito na cidade santa significava um risco. Era perigoso. Poderia provocar a reação imediata das autoridades. Conforme diz o nosso texto, alguns dos próprios fariseus, que estavam no meio da multidão, alertam Jesus quanto a isto. Eles que normalmente não eram amigos de Jesus, dizem: "Mestre, mande que seus seguidores calem a boca!" Seria melhor, assim eles acham, acabar com a festa e passar em silêncio pelos portões da cidade. Jesus corre o risco de ser preso logo. Quem é saudado como Rei é pessoa no mínimo suspeita. Precisa ser colocado sob custódia.

Mas Jesus discorda. Ele responde: "Eu afirmo a vocês que, se eles se calarem, as pedras gritarão." Em outras palavras, não há como sufocar essas vozes. Se essas pessoas calarem a boca, outras vão falar. Será esta resposta um prenúncio de sua ressurreição? De qualquer maneira, não é possível esconder o que está em evidência. Isto significa que indiretamente Jesus assume o papel de um rei. Ele não o faz em termos expressos. Não se intitula como rei, não se declara candidato à sucessão do governo em Israel, ele não chega com reivindicações políticas. Mas ele também não proíbe a aclamação de seus partidários. Eles o saúdam como rei, e ele concorda com isso.

Devemos dizer até mais: Jesus mesmo está na origem de toda essa demonstração. Foi ele quem a encenou. Ao chegar perto da cidade, mandou dois discípulos buscar um jumento que eles iriam achar num povoado próximo. E caso fossem perguntados pelo motivo, deveriam dizer que o "senhor" precisa dele. O termo "senhor" aqui é melhor do que o de "mestre". O texto original fala em "kyrios", "senhor". É assim que as pessoas se dirigiam a um rei. Jesus quer chegar a Jerusalém como "senhor". Disto é sinal também o animal no qual ele monta. Quem conhece a Bíblia sabe o que profeta Zacarias escreveu sobre a chegada do Messias. No capítulo 9 de seu livro ele profetizou: "Alegre-se muito, povo de Sião! Moradores de Jerusalém, cantem de alegria, pois o seu rei está chegando. Ele vem triunfante e vitorioso; mas humilde e está montado num jumento." Jesus chega montado num burro, bem assim como Zacarias o havia predito. Por acaso será Jesus aquele rei que vem da parte de Deus para redimir o seu povo?

Nós sabemos que o povo de Jerusalém não o acreditou. Não reconheceu em Jesus o "kyrios", o senhor. Jesus tinha seguidores, sim, homens e mulheres. Chamou atenção pelos milagres que fez. Despertou esperança. Mas também esses que eram seus amigos se decepcionaram com ele. Jesus, um rei? Não pode ser. Um rei deve ter poder. E Jesus é fraco. Ele rejeita o uso da violência. Não cria um partido nem constrói uma base aliada. Ele não se mete na barganha por favores, cargos e candidaturas. Jesus era alguém que apostava no amor. Sua arma era a palavra, o gesto amigo, o abraço fraternal. Ele reclama autoridade, sim. Mas ele a reclama não tanto em seu próprio nome, e, sim, em nome de Deus. Ele é rei porque está a serviço do "rei que está nos céus". Mudança aqui na terra? Ora, somente se a vontade de Deus for obedecida, se o amor for reconhecido como parâmetro da conduta humana, se a briga pelo poder for transformada em serviço à paz e à justiça. Jesus defende os interesses de Deus neste mundo.

É por isto que ele tem também inimigos. Pois a orientação nos "interesses de Deus" significa mudança de mentalidade, reforma, conversão. Por demais vezes os interesses próprios colidem com os interesses de Deus. O egoísmo humano não permite que Deus seja "rei". No "Pai Nosso" se roga "venha o teu reino", mas na verdade cada qual busca seu próprio reino. A pregação de Jesus é sentida como agressão. É por isto que Jesus tinha que morrer. Os interesses próprios falavam mais alto do que os interesses de Deus. Jesus é crucificado. Qual a causa oficial? Ora, ele teria se declarado "rei dos judeus". Assim o diz o letreiro colocado no alto da cruz. Jesus, um rei? Não, não pode! Pois se fosse verdade, muita coisa neste nosso mundo teria que mudar.

Por ocasião da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, seus seguidores ainda apostam na tomada de poder por parte de Jesus. Mas também eles se decepcionam com o seu mestre. No fim das coisas Jesus morre sozinho, abandonado. Somente algumas mulheres, sem força também elas, acompanham o horror à distância. Aparentemente o mundo quer outro tipo de rei. Eu me pergunto às vezes como Jesus seria recebido em Brasília, na capital do Brasil? Claro Jesus não viria no lombo de um jumento. Os meios de transporte hoje são outros do que antigamente. Mas será que os interesses políticos dos governantes dão margem aos interesses de Deus?

Estamos em inícios de mais uma campanha política em nosso país. Como será conduzida? E com que meios? Ela vai obedecer "os interesses de Deus", respeitar a dignidade humana, servir ao bem comum? Ou será a voz de Jesus mais uma vez calada? Há dois mil anos atrás Jesus foi crucificado. Por acaso, ele teria sorte melhor hoje em nossas capitais, municípios e centros urbanos? É esta a pergunta angustiante que o texto de hoje nos coloca. Não basta responder com a boca, é preciso responder com a ação. O povo primeiramente gritou: "Bendito o que vem em nome do Senhor". Mais tarde ele exige: "Crucifica-o!" Qual vai ser a nossa atitude hoje?

Amém!



P. Gottfried Brakemeier
Nova Petrópolis, RS, Brasilien
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